Desapareci
Mas estou de regresso.
Desapareci.
Há quase mês e meio que não escrevo aqui uma linha. E não leio uma newsletter. Tenho 3.339 acumuladas.
Precisei de uma pausa.
Hoje, retomo este cantinho com apontamentos soltos que escrevi ao longo destas semanas nos meus cadernos.
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No comboio, uma mulher jovem contou a uma velhinha, que o seu marido é foodie e, por isso, comem muitas vezes em restaurantes. Disse também que moravam numa quinta e quando as crianças vinham à cidade ficavam avariadas com o excesso de estímulos.
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Ouvido na rua: por cada palavrão que disseres, arranco-te um dente.
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Um conselho para mim: nunca, mas nunca, querer consertar a vida de alguém.
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É preciso ter muito cuidado ao conversar com uma pessoa que anda em psicoterapia. Na maior parte das vezes, ouvimos a voz do psicólogo.
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C. vai colocar um dente de classe média. Disse-me mesmo assim: dente classe média. Não é dos muito caros, mas também não é dos que se rompem rapidamente.
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Hoje, comi restos. Um resto de sopa que tinha descongelado. Um resto de massa de seitan. Um resto de feijão preto. Se estivesse aqui, a Sara recusar-se-ia. Ela gosta de comida fresca. Existem muitas pessoas que só comem comida fresca.
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O Expresso diz que vivemos o século solitário do iphone.
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Ouvido da S.: neste momento, só o spotify me consegue surpreender.
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O que eu gosto. O que eu quero. O que ainda me sobra. Talvez isto. O motor quente. O ronco bruto. O asfalto a correr debaixo de mim.
Mil beijos querido/a leitor/a ❤️
E se gostaste deste email curtinho, podes sempre rever outros apontamentos.
Maria Eduarda




Estava com saudade de ver seus e-mails na minha caixa de entrada. Bom saber que você está bem! E sim, nunca tente consertar a vida do outro e pessoas em terapia ou que precisam dela geralmente nos deprimem também.
Bem-vinda de volta!
Que bom voltar a ler-te 😊 Bem vinda!